Líder em produção de grãos e carne bovina, Mato Grosso enfrenta dificuldades com mão de obra qualificada. O Senar Mato Grosso conta hoje com 190 cursos divididos por área e promoção social, e segundo o superintende da entidade, José Fidelis, as capacitações voltadas para a operação de máquinas e drones são as mais demandadas.
As ações voltadas para a capacitação no campo são os assuntos do bate-papo desta quinta-feira (14) do programa Direto ao Ponto.
“A questão de operação é o mais pedido para nós, até por ser uma questão de tecnologia”, frisa José Fidelis.
Conforme o superintendente, o curso voltado para drones do Senar Mato Grosso é focado na tecnologia convencional, para monitoramento, medição.
No caso de operação de máquinas, e que estão passando por mudanças, estão os cursos para operador de trator, colheitadeira alto propelido de sólidos e líquido. Profissionais capacitados mais demandados pelo campo.
“Nós temos uma necessidade de operador de equipamentos. Isso é uma demanda muito grande, porque tem muita rotatividade. Para podermos ter uma mão de obra mais qualificada é um curso acima de 240 horas”, salienta.
Mais do que obrigatoriedadeO superintendente do Senar Mato Grosso recorda que até pouco tempo atrás as capacitações buscadas, em especial as ligadas as NRs, eram por uma questão de regulamentação ou colocar o trabalhador dentro da obrigatoriedade do Ministério do Trabalho, para que o mesmo estivesse apto para exercer a sua função.
Entretanto, de acordo com José Fidelis, na atual conjuntura os papeis estão de invertendo.
“Essa questão da obrigatoriedade do Ministério do Trabalho está mudando o foco para a capacitação efetiva do trabalhador. E por essa questão de tecnologia, nós estamos tendo uma grande dificuldade. E não é só nós. O comércio, a indústria [também]. Nós temos conversado com os outros S do sistema e federações, é uma preocupação de Mato Grosso pela pouca população que tem”.



