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Contas do governo têm déficit primário pior que o esperado e rombo é de R$ 1,5 bilhões em março

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Contas do governo têm déficit primário pior que o esperado e rombo é de R$ 1,5 bilhões em março

O governo federal apresentou um déficit primário de R$ 1,53 bilhão em março deste ano, conforme divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O déficit primário ocorre quando as receitas provenientes de tributos

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Por Rafael Zaion

Publicado em 02/05/20242 min de leitura

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Contas do governo têm déficit primário pior que o esperado e rombo é de R$ 1,5 bilhões em março

O governo federal apresentou um déficit primário de R$ 1,53 bilhão em março deste ano, conforme divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O déficit primário ocorre quando as receitas provenientes de tributos e impostos ficam abaixo das despesas governamentais, excluindo os gastos com juros da dívida pública. Por outro lado, quando as receitas superam as despesas, há um superávit primário.

Os números mostram que a receita líquida totalizou R$ 163,8 bilhões em março, enquanto as despesas alcançaram R$ 165,3 bilhões. Conforme o Tesouro Nacional, o déficit é o maior registrado para o mês desde 2022, quando atingiu R$ 6,97 bilhões (valor corrigido pela inflação).

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Chama a atenção o fato de que esse resultado deficitário ocorreu mesmo diante do bom desempenho da arrecadação, que alcançou um recorde histórico para o período, somando R$ 190,6 bilhões. Em termos reais, a receita líquida, após as transferências aos estados e municípios, teve um aumento de R$ 12,6 bilhões (+8,3%), enquanto a despesa total registrou um acréscimo de R$ 6,8 bilhões (+4,3%), comparadas a março de 2023.

Questionado sobre a conformidade das receitas e despesas com a meta fiscal estabelecida para este ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, alegou que os números indicam um caminho viável para alcançar os resultados planejados.

Ainda assim, Ceron não descartou a necessidade de adotar novas medidas para aumentar a arrecadação ainda em 2024, como uma estratégia para atingir as metas fiscais estabelecidas pelo governo.

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